Poeta Fábio de Carvalho Multiartista Pernambucano

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

adeus violão / fábio de carvalho


adeus violão / fábio de carvalho
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Um Violão nunca estar solitário quando seu músico deixa de tocá-lo.
Mas um Musicista é todo solidão quando deixa de se inspirar.
(...)
O Poeta, não se refugia na escuridão da solidão íntima quando deixa de escrever
Mas quando não vê motivos para dispor no papel, palavras, poéticas...
(...)
O Artista Plástico não deixa de o ser quando perde, quebra ou não compra pinceis, tintas e telas virgens
Mas quando as cores e toda criação deixa de fazer sentido.
(...)
O Cantor não silencia quando deixa de cantar
Mas quando não vê mais graça em entoar o som saído do coração.
(...)
O Ator não deixa de ser ator quando o cenário, o palco, os figurinos, a plateia não aparecem
Mas quando deixa de ir ao encontro de tudo isso e de todos.
(...)
Por que parar?
Até os que não tem pernas vão longe.
Por que parar?
Só saberei a resposta quando o tempo passar...
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[2712201622002204]

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

a mesma emoção / fábio de carvalho [maranhão]

a mesma emoção / fábio de carvalho [maranhão]
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A emoção de estar presente é a mesma emoção de estar ausente.
Não há distinção nem semelhança,
ambas são de essências gêmeas.
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O que te faz sentir algo também te faz deixar de senti-lo.
As causas são as mesmas,
os motivos são semelhantes.
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O que te faz lembrar também te faz esquecer.
Não há de ser diferente,
sempre será - igualmente - lembrança-amnésia.
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O que te faz querer também te fará não querer.
O raciocínio será o mesmo,
para o desejo e a fuga.
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O que te faz viver também te faz morrer.
Os dias, por sinal,
mata-nos aos poucos.
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O que te faz prosseguir também te lega a parada.
Menos a poesia, menos a palavra,
morta em papel e por emoção eternizada...
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Pernambuco, quarta-feira.
21/12/2016 - [19381943]


quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Pernambucano Nato / Fábio de Carvalho (Maranhão)

Título: Pernambucano Nato
Compositor e Intérprete: Fábio de Carvalho Multiartista Pernambucano
***Música Autobiográfica




Página:
https://www.facebook.com/FabioDeCarvalhoMultiartistaPernambucano/?fref=ts

sentidos da vida / fábio de carvalho maranhão


nova velha poesia / fábio de carvalho maranhão

nova velha poesia / fábio de carvalho maranhão

Faltam-me mãos, às vezes, para escrever palavras de ecos mudos.
Mudas são minhas indagações transcorridas da mente ao coração e papel.
Papel em branco vira corrente hemorrágica de poética angústia.
Angústia vasta é aquela que lava almas em pesadelo e sonho.
Sonhar é não querer enfrentar a realidade.
Reais são os sonhos colhidos cujas mãos não foram rivais.
Mas cada palavra, sonho, colheita e dor têm raízes profundas.
Basta olhar para trás e vê qual das dores chegou primeiro.
Daí olhar o retrovisor de cada ação é aconselhável.
E ao olhar-se ao espelho talvez se veja a semente de um passado colhido agora.
Não custa a ninguém puxar pela memória.
Ainda mais quando a memória é nossa.
Cada palavra nasce como uma semente quando germina.
Nem sempre é preciso terra,
mas é preciso pisar firme no chão...



Pernambuco, 08/12/2016_quinta-feira(19h42min – 19h51min)

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

talvez seja irreal / fábio de carvalho maranhão

talvez seja irreal / fábio de carvalho maranhão

Eu tenho dito e escrito muito sobre essas falsas ilusões
criadas pela ideologia capitalista
fabricadora dessa farsa moralista
para ao interesse dos grandes patrões.

Não me surpreende vê choros e soluços presos na garganta
de quem deseja um brinquedo no “natal”
como se o natal existisse
para aliviar parte do mal.

Mas não! O “natal” ilude e abate
aqueles que alimentados de ideias inúteis
acreditam no mundo sem fúteis
seres que  entre o bem se reparte.

A ilusão se perde na vontade de criança
de vê o burguês-barbudo chegar
para poder lhe presentear,
trazer para os pobres alguma bonança.

Muitos pais acham bonita a juvenil ilusão.
E é sim, mas é perigosa qual rio
de torrentes que nos trás o assobio
da realidade que jaz o coração.

É Natal! Anuncio de tantas alegrias.
Sorrisos, família, presentes e consumo.
Violência e essa guerra do outro lado do mundo
só aumenta e fabrica mais e mais agonia.

É Natal! Muitos órfãos, muitas vidas.
É Natal! Muitos pais, muitas mortes.
É Natal! Muito sonho e saudade... e as idas...
Por que crê neste símbolo burguês tão forte?...

Arte-visual: Acervo Pessoal.

Cortês – Pernambuco. - quarta-feira, 30/11/2016.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

o cego que enxergava / fábio de carvalho maranhão

o cego que enxergava / fábio de carvalho maranhão

Perto de um beco havia uma criança chorando desesperada.
Ninguém a escutava, pois estavam preocupadas com o corre-corre do seu dia.
Logo na outra esquina havia outra criança, desorientada, com a face abatida,
só que ninguém a enxergava, pois só olhavam para a frente o para o próprio nariz.
Depois do sinal havia mais uma criança, vendendo laranjas, mais outra limpando para-brisa e ainda mais uma fazendo malabarismo,
porém, todos que pararam no sinal não gostavam de laranjas, não baixaram os vidros, nem apreciavam as artes do circo de rua.
Depois do quarteirão surgiram mais crianças, com vestes esfarrapadas, latas de coca nas mãos e olhos vermelhos,
andavam de um lado para o outro como se procurassem um tesouro perdido,
mas ninguém reparou naquele amontoado de esperanças perdidas,
ninguém tentou acha-las ou a pressa era mais urgente.
Muitas crianças eram vistas pela cidade, perambulando, como quem foge ou tenta descobrir o mundo.
Debaixo dos viadutos, nas escuras ruas da madrugada, nas vielas e nas ruas movimentadas pela euforia pós-moderna.
Muitas dessas crianças até dormiam no chão,
é que não tinham luxo, nem cobertores usavam.
Outras gostavam dos animais, pois dormiam com cachorros,
e as pessoas que passavam por ali diziam: “Que criança humilde!”.
Mas quase ninguém enxergava essas crianças que nunca iam pra casa.
Ninguém se perguntava o porquê daquelas adoradoras das ruas.
A maioria que passava e não via, não usavam óculos,
talvez lentes...
Logo na esquina, havia um cego, parado com o seu cão de guia,
esperando o sinal fechar, para atravessar a rua com a sua enorme sacola de pães e leite,
para distribuir para a criançada,
que já acostumada com aquele gesto,
esperava do outro lado do sinal.
O nome daquele homem eu desconheço.
Mas não importa o seu nome.
O importante é o gesto.
Mesmo ele sem a visão conseguia enxergar mais do que aquelas pessoas apressadas,
que viam mas não enxergavam, escutavam mas não ouviam...
Logo mais, eu ouvi gritos de alegria.
Vejam só: era a criançada vindo ao encontro daquele senhor sem nome...

Cortês-PE, segunda-feira, 21 de novembro de 2016. - 20h15min – 20h33min.



domingo, 20 de novembro de 2016

poesia do ventre livre / fábio de carvalho maranhão

poesia do ventre livre / fábio de carvalho maranhão

Poesia dos versos livres
me lembram muitas prisões
que ultrapassam as grades e os muros,
as correntes e o pelourinho,
o dendê, o axé e a casa grande
que o Freire recifense registrou.

Eu nunca fui um prisioneiro
nem tão pouco visitei hospedei-me em celas com grades,
não escalei muros de lamentações,
não fui acorrentado nem chicoteado,
mas gosto de dendê, ofereço e recebo axé,
pinto na memória a velha casa viva da estalagem dos engenhos.

Poesia de alma livre
desprende-se de qualquer prisão,
pula qualquer muro,
quebra qualquer corrente,
torra qualquer chicote,
multiplica recebidos axés,
espalha todos os dendês até onde a vista der,
e aprofunda sempre as raízes.

Poesia de alma livre,
não é o que muitos pensam.
É libertar-se de tudo para escrever.
É olhar para todos os lados
e achar-se em todos os lugares.

É por isso que quando escrevo com a alma livre,
sinto-me livre por inteiro,
como essas palavras dispostas e fora do dicionário.

Poesia do ventre livre,
é poder ser pai e mãe da sua obra,
é poder ser genitor e genitora da sua vida,
é poder ser liberto das palavras,
dos sentidos, dos entraves, das sequelas,
da História mal contada, dos palavrões,
do Navio de Angola e das chibatadas.

Poesia do ventre livre é poder dizer sem medo:
“Castro Alves poderia ter sido poeta das pessoas livres,
pois a liberdade era plena”.
É poder dizer que de Castro ecoou a voz dos que foram silenciados.
Mas não se pare poesia livre com as entranhas preconceituosas.
Não se pode gritar “Liberdade” apenas olhando ao espelho.
A poesia do ventre livre somos nós,
que acreditamos na liberdade,
com ou sem luz,
mesmo diante da chibatada da hipocrisia,
que assola a insignificância da fraqueza (des)humana,
renegando a miscigenação,
renegando a  si mesmo,
contradizendo as próprias origens,
abominando a sua Cultura.
  

Cortês-PE, domingo, 20 de novembro/2016 -  dia da Consciência Negra.

Arte-Visual: Fábio de Carvalho (Maranhão) - Acervo Pessoal.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Poesia Viva nas Escolas da Mata Sul de Pernambuco

Poesia Viva nas Escolas

domingo, 13 de novembro de 2016

"POESIA VIVA NAS ESCOLAS..." EM CORTÊS : FÁBIO DE CARVALHO








Fábio de Carvalho, poeta, multiartista  
(Cortês, PE) 



          Ao lado da poetisa Maria Dulce, que representará a Mata Sul (Escada), e dos poetas Fernando Chile, representante do Grande Recife (Olinda) e Aldo Lins, representante da capital pernambucana, o poeta Fábio de Carvalho representará o município de Cortês no recital do projeto POESIA VIVA NAS ESCOLAS DA MATA SUL, próxima quinta-feira, dia 17 de novembro, às 13 horas,  na EREM Professora Abigail Guerra, desse município.   

        Realizado com  o Incentivo do Funcultura / Fundarpe / Secretaria de Cultura / Governo do Estado de Pernambuco, o projeto já apresentou recitais, sempre renovados  com outros poetas em cada Escola, em Palmares, Catende, Água Preta e Ribeirão, no segundo semestre de 2015; e, neste segundo semestre de 2016, em Amaraji, prosseguindo agora em Cortês, e, ainda neste mês de novembro, em Rio Formoso e Gameleira.  

          O projeto POESIA VIVA NAS ESCOLAS DA MATA SUL, que promove, de forma inédita, recitais da poesia contemporânea pernambucana criada nas cidades que visita e em cidades vizinhas da sua região, em conjunto com a produção de nomes que representam a poesia contemporânea da região do Grande Recife e da capital pernambucana, tem a produção executiva do poeta José Terra, curadoria do poeta e editor Juareiz Correya, ambos nascidos em Palmares,  e organização do poeta cabense Joel Marcos.  


FÁBIO DE CARVALHO 

           Fábio de Carvalho Maranhão nasceu em Palmares (PE), no mês de julho/1983. Vive em Cortês, onde se criou, cresceu, estudou, constituiu família e desenvolveu sua carreira profissional na área da Educação. É professor efetivo da rede municipal de Ensino. Graduado em História e Pós-Graduado em Ensino de História pela Autarquia Educacional da Mata Sul (Famasul / Facip).  Artista popular, atua como músico nas noites da cidade realizando apresentações (voz e violão) e declamações da sua poesia.  Começou a escrever aos 13 anos de idade. Lançou um "Boletim Informativo Gazeta Revolucionária" (sete edições), publicando textos poéticos e escritos em prosa, de sua autoria, e divulgando arte e cultura em geral. Criou o projeto LANÇANDO POETAS, publicando, aproximadamente, 100 poetas e poetisas (hoje ex-alunos), por meio de dois livros de poesia, onde também é co-autor, lançados na Escola Municipal Senador Antonio Farias, na Usina Pedrosa, intituladosUM TIQUINHO DE CADA (2010) e PALAVRAS DE VIDA (2011). Representou a Mata Sul pela Setorial de Literatura, da Comissão de  Linguagens Artísticas /  Secretaria Estadual de Cultura de Pernambuco, entre 2011 e 2014 (em eventos que culminaram na elaboração do Regimento Estadual de Cultura de Pernambuco para anexação ao Plano Nacional de Cultura).  Publica o blog POETA FÁBIO DE CARVALHO - http://poetafabiodecarvalho.blogspot.com.br) 

INCENTIVO

INCENTIVO 

PROJETO "POESIA VIVA NAS ESCOLAS"

http://poesiavivanasescolas.blogspot.com.br/2016/11/poesia-viva-nas-escolas-em-cortes-fabio.html

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

PROJETO: "POESIA VIVA NAS ESCOLAS DA MATA SUL PERNAMBUCANA". 17/11/2016, QUINTA-FEIRA EM CORTÊS.

"ESTAREI LÁ MINHA GENTE!!!"

DIVULGANDO PROJETO: "POESIA VIVA NAS ESCOLAS DA MATA SUL" EM CORTÊS, com a presença destes poetas pernambucanos contemporâneos: FÁBIO DE CARVALHO (Cortês), MARIA DULCE (Escada), FERNANDO CHILE (Olinda / Grande Recife) e ALDO LINS (Recife).
Incentivo: FUNCULTURA / FUNDARPE / SECRETARIA ESTADUAL DE CULTURA / GOVERNO DO ESTADO DE PERNAMBUCO.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

cinzeiro desocupado / fábio de carvalho (Quinta-feira, 22 de janeiro do 2015)

PROSA                                                                                                                   22 de janeiro de 2015

cinzeiro desocupado / fábio de carvalho

Eu não aprendi o vicio de fumar
Por pouco não virei um apreciador da nicotina
Mas ela é cheirosa
Covarde, por sinal.
Tão covarde quanto homens e homens.

Veja, digo-me ao espelho:
__Os amigos foram veranear.
Esqueceram-se de ti como se esquece dum filtro de cigarro num cinzeiro.
Mas você vê que logo o verão passará.
A praia, é certo, permanece,
mas os amigos continuam.
De fato, os amigos que fazem por onde serem taxados como tal.

Mas eu olho para este cinzeiro solteiro,
e vendo-me casado com a arte e a mulher,
concluo que todo cigarro acaba,
todo verão finda,
todo amigo morre,
todo dia passa.

Se eu fosse fumante,
Faria companhia a este cinzeiro agora.
É ruim sentir-se só.
Eu não acenderia o cigarro para me exibir,
ou para espantar os mosquitos,
como já fiz no bar de dona Maria;
Eu acenderia o cigarro para não vê a solidão do cinzeiro,
que lembra meu pai,
quando fumava.
Sofreu três infartos por causa dessa droga.
Creio que ele pensava demais quando faltava o cigarro.
Tenho que aprender a não fazer isso quando vê-me igual ao cinzeiro.
Pois todos os verões passam.
Quando eles chegam, alguns amigos imaginam que a época do veraneio será eterna,
e logo esquecem os amigos...
Mas eu continuo aqui,
vendo, os verões passarem,
e a cada ano com menos amigos;
não é culpa do verão.
Mas os amigos também se reconquistam...


Cortês-PE, quinta-feira, de 22 de janeiro de 2015 das 18h13min às 18h29min.


domingo, 17 de abril de 2016

O QUE TENHO A DIZER SOBRE A TENTATIVA DE GOLPE CONTRA A DEMOCRACIA BRASILEIRA

"A DEMOCRACIA É A NOSSA MAIOR E MAIS IMPORTANTE BANDEIRA. DEVEMOS USAR AS IDÉIAS PARA DIFUNDI-LA, E OFERECER NOSSO SANGUE PARA DEFENDÊ-LA!"

Estamos às vésperas de um dos momentos históricos mais importantes da nossa História recente. Espero que nossa Democracia seja defendida antes de tudo, pelas ideias e bom senso, pois se não for, correremos o risco de vivenciar eventos históricos trágicos na História da Democracia pós-contemporânea.
É uma vergonha sem tamanho um processo de impeachment ser impetrado de forma ilegal, e ainda por cima, tendo como condutor um senhor chamado Eduardo Cunha que acresceu em seu currículo a patente de "RÉU", que em minha opinião, dos mais sem escrúpulos.
Espero e contribuirei para isto, que esta cambada aprenda como é que se defende a coisa mais sagrada que nos garante a Liberdade: Nossa Democracia.
Quando observamos sujeitos da índole de Aécio Neves e Mendonça Filho, a título de exemplo oportuno, interessados em expulsar de maneira GOLPISTA da cadeira soberana de presidente, uma MULHER ELEITA COM 54 MILHÕES DE VOTOS, é possível enxergar a falta de dignidade antes de qualquer coisa, mas vemos também, um receio incontrolado dessa corja de covardes, de Luiz Inácio Lula da Silva, Pernambucano igual a mim, ser eleito em 2018. Essa realidade é anunciada, e isto vem garantindo o desequilíbrio e uma síndrome de vocação de ditador em diversos desses agentes que lideram o processo de impedimento. Eles não imaginam que essa tentativa imunda de golpe custar-lhes-á muito caro, tanto do ponto de vista político quanto do ponto de vista da dignidade humana, pois não se pode tratar um assunto tão sério como se os seus interesses sobrepujassem os interesses da Liberdade que só a Democracia garante. É oportuno fazer a seguinte observação: Esses sujeitos da Direita, historicamente acolitados com a Rede Globo de Televisão e responsáveis pelo Golpe Militar de 1964 que implantou uma Ditadura covarde, violenta, sanguinária, desumana, como todo governo autoritário é. Esta mesma Ditadura tem como objetivo, acabar com nossa Democracia, como se uma Constituição fosse elaborada em fundo de quintal.
Não se pode deixar de falar aqui que a classe social favorecida economicamente é quem estar mais interessada neste GOLPE promovido também pela REDE GLOBO, pois não se contentaram e ainda não se contentam com as ações sociais que favoreceram e favorecem os marginalizados por este grupo da DIREITA, chefiado hoje, por meia dúzia de irresponsáveis, ligados a latifundiários, industriais, banqueiros, donos dos meios de comunicação, como emissoras de televisão, jornais manipuladores, revistas sem escrúpulos e donos dos meios de produção de uma maneira geral.
O fato é que existem classes sociais distintas que defendem por um lado, o Golpe, ilegal, a fim de sucumbir à outra parte da população, que defende as reformas de base, que estão vinculadas, historicamente, aos menos favorecidos, onde por muito tempo, foram marginalizados em períodos e eventos históricos como os Períodos Colonial, Monárquico e Republicano em sua grande parte. Enquanto um “analfabeto” governou este país, e na sequência uma Mulher que Lutou pela Democracia e foi presa, torturada e humilhada pelos militares em anos de sombra, constatamos através da prova dos números, uma acentuada preocupação com o povo menos favorecido. O fato é inconteste, pois foram 422 escolas técnicas. 18 universidades federais. 173 novos campi universitários. Mais de 7,1 milhões de estudantes em universidades. Isto significa que o filho daquele que nunca possuiu condições de financiar uma melhor educação para seus filhos, passou a sentir o gosto da conquista. Este fato assusta a DIREITA deste país porque nunca atuaram com investimento maciço na Educação, pois investir em Educação é garantir uma formação, que consequentemente, prepara para além da conquista do emprego e da emancipação dos cidadãos e das cidadãs, condicionando os mesmos e as mesmas a agirem com liberdade, a pensarem por si mesmo, a enxergarem e conhecerem a História deste país maquiada por muito tempo através do ensino tradicional que os ditadores impunham. Conhecer nossa História é uma fundamental arma para agirmos com consciência crítica pondo nossa liberdade em prática.
Já se foi o tempo em que muita gente foi presa neste país apenas por expressar a sua opinião. Já se foi o tempo em que pessoas inocentes eram presas, torturadas e assassinadas a sangue frio por representarem uma “ameaça” para o povo brasileiro, apenas por pensarem e falarem em Democracia e Liberdade. Já se foi o tempo em que apenas os filhos dos ricos deste país tinham acesso a Educação Superior. Já se foi o tempo da falta de Liberdade Democrática. Já se foi o tempo da ferrugem ditatorial, que deteriorou muitas mentes pensantes deste país. Os tempos são outros. O tempo agora é de Liberdade. Liberdade que garante o voto livre. Liberdade que institui o direito a expressão, as escolhas sem receio ou medo de represálias. É imprescindível afirmar que partido A ou partido b não estar acima desta discussão. O que não se discute é que a Direita é responsável por esta tentativa de estupro da nossa Democracia. E acima de tudo e de todos, devemos dar uma resposta a estes criminosos, pois este hediondo crime, estar colocando em risco o que possuímos de mais precioso no sentido da liberdade. Não podemos macular a imagem do nosso Brasil por causa não terem engolido mais uma esmagadora derrota, mesmo observando hoje, uma quase divisão do país. Certamente, aprenderam algo com A República de Platão, que por sinal, deveria propor uma democracia, quando de certo, não existe nada de democracia na sua essência. Não se pode em dias como hoje, falar em teoria democrática. Deve-se exercê-la e defendê-la. Embora que além de difundi-la com nossas ideias, seja preciso, com o nosso sangue, defendê-la.
“Convoco todos os cidadãos brasileiros para defender a Democracia cada qual à sua maneira.”
Fábio de Carvalho Maranhão - Professor Historiador
Pernambuco, Cortês. Domingo, 17 de abril do 2016.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

hora da dor / fábio de carvalho

hora da dor /  fábio de carvalho


Dois caminhos eu escolho para não ir.
O descaminho é a minha escolha.
Aclamo a aurora que chora orvalhos.
Os carvalhos me lembram meu nome,
mas não há árvore forte que não padeça.


O navio é a mais triste simbologia da despedida.
Mas existem despedidas que mais parecem velórios.
Pior do que se despedir é ir-se aos empurrões,
sem querer ir,
ir-se por causa da pior opção,
que fere o pau-ferro,
que aleija o coração...

Mereço a dor dos pecadores!
Decai sobre mim a angústia dominante.
Nada sana o vazio que me incompleta.
Mas a estas horas eu já estou transbordado de ondas idas...

A corrente é violenta.
Mas eu sempre volto com a onda que se renova.
Busco-me nesses mares que causam lágrimas.
Encontro-me na beira do mar,
sem saber onde estou,
ou porque fui parar lá...

Logo não sei para onde irei...

Cortês - Pernambuco

Segunda-feira, 30 de junho de 2014



quinta-feira, 5 de junho de 2014

entreposto / fábio de carvalho

entreposto / fábio de Carvalho


Existe um caminho.
Várias são as estradas,
que nos conduzem,
nos encaminha.
Há! As direções...
São como as correntes de águas contínuas
que nunca cessam
como o nascer do sol
em dia nublado.


Mas eu corro e piso leve
Nesse chão que me leva
E reproduz estes meus passos
não duradouros.
Não! Durará algum tempo...
Como o tempo que sempre existe.

Nestes caminhos eu me vejo.
Construo as minhas estradas.
Como o pensamento humano,
que ao fluir,
nos transporta para lugares desconhecidos
sem intenção,
mas como um poente qualquer, que se levanta e se deita
em horizonte contemplativo.
Não busco este horizonte,
Este caminho...
Eu sou este caminho,
este horizonte,
este entreposto humano
que liga o sonho
à realidade.

Cortês-PE, sexta-feira, 08 de novembro de 2012.


Foto: Fábio de Carvalho.